Thaís Teodoro

Seja bem vindo ao meu blog! Escrever é parte da história, é ser quem você é.

terça-feira, 11 de março de 2014


Talvez eu seja mais uma que acorda e quer tirar algo da cabeça, do coração e da vida. Pode ser que eu seja uma das milhões que precisam disso para se libertar. E sabe por que acho que sou só mais uma assim? Porque diferente da que acorda sabendo o que quer e como pode ser, eu tenho medo de arriscar o pé sabendo que posso perde ló, e isso me faz recuar de um modo que já não sei se é isso que eu quero. Eu vivo de um sentimento que ainda não tem definição, eu sinto encantos, o meu mundo aprende a sorrir com coisas pequenas e bestas, e talvez o meu coração sempre vá bater mais forte por qualquer sinal de uma lembrança sua.

Nem lembrava mais como era pensar tanto antes de dormir, muito menos sentir esse frio na barriga de não ser simplesmente nada. Acho que já cansei de tanto alarme falso. O problema é que sempre parece ser o certo. Um jeitinho manso de falar, poucas palavras bonitas foram suficientes, e hoje aquele discurso tão fofo e encantador parece mais uma farsa copiado de livros bobos de romance, onde a mocinha sempre acredita em cada palavra, talvez eu não seja tão diferente assim dela, só que uma diferença sei apontar, eu não sei aonde esse discurso velho e copiado quer chegar, eu apenas consigo observar.

Uma das ideias que sempre gostei de ter pra mim era de que sempre foi melhor não criar expectativas, assim tudo o que fosse acontecer seria uma surpresa, e o que não acontecesse não seria uma decepção. Mas, o destino como sempre gosta de pregar peças e brincar, e me jogou na cara essa tese, eu que pensei que tudo poderia ter sido uma coisa especial e até única, não passou de um lance legalzinho. E no fundo, me mostrou que as suas boas intenções acabaram escondendo a sua cara de vilão, não sei por que, sempre soube que gostava dos vilões, acho que esse foi o erro, entregar o ouro sobre gostar de pessoas que não se decidem. E hoje isso parece não fazer o menor sentido, nem começo, nem meio e muito menos o fim. Eu gosto de pensar que eu, apenas eu, me enganei, foi um equívoco, que esses planos que cheguei a pensar foram frutos da minha cabeça, porque pensar que você foi capaz de esconder quem era por um nada é mais complicado do que eu posso entender. Engraçado, você chegou aqui, fez uma bagunça danada, sorriu e foi embora com a cara lavada, demonstrando um dever cumprido. E agora, sabe o que acontece? Eu consigo te ver assim, cada dia mais distante de mim. Inclusive com essa cara lavada de não valer nada que tanto me aproxima.

E por favor, não me encha de adjetivos, isso só vai parecer que você tem pena de tudo que fez e que tá tentando amenizar, como quando a gente vê um cachorrinho lindo e não pode adotar, enchemos de “ah, que fofinho”, “que coisinha linda”, sempre acompanhados do “inho/inha” e um adjetivo que se torna feio. No final de tudo, eu nem precisava de alguém como você aqui mesmo, só ia fazer uma bagunça ainda maior, e isso já sou, obrigada. As coisas simplesmente acontecem, e não há nada que pare isso. Já foi ou já é. Assim são as coisas hoje, não tem essa de não sei, cada um sabe o que é pro outro, e não há nada que mude isso.

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