Thaís Teodoro

Seja bem vindo ao meu blog! Escrever é parte da história, é ser quem você é.

terça-feira, 8 de agosto de 2017


Sempre fui a favor da reciprocidade, sempre achei que a gente tinha que viver somente com as pessoas que nos faziam bem, que demonstravam sentimentos. Mas aos poucos a gente vai descobrindo que as coisas nem sempre são assim. Pessoas se afastam e não deixam de sentir, pessoas estão próximas e nem sempre sentem. É engraçado quando a gente descobre que nada é tão fácil, tão colorido e que não existe um conto de fadas perfeito. As coisas podem dar errado, e até vão, mas quem define quem fica e quem vai é sempre a gente, talvez não pelo motivo certo, mas a gente deixa pessoas irem e pessoas ficarem.

Em contrapartida da minha reciprocidade, sempre fui apegada, a coisas, a pessoas e infelizmente a sentimentos. Isso faz com que eu veja emoção em tudo o que vivo, em coisas as vezes que não transbordam como eu, e as vezes em coisas que são mais intensas do que posso conviver. Algumas vezes tem gente do seu lado que vai te decepcionar, e um dia você vai ter que entender isso. E se você for como eu, vai ter que deixar essa pessoa partir, uma hora ou outra.

Em toda essa caminhada de idas e voltas, de gente que se foi e de gente que ficou, eu aprendi muita coisa... Algumas eu não consegui absorver, ou colocar em prática, outras já são parte da minha rotina, do que penso sempre. Eu nunca vou desistir das pessoas, não é da minha natureza deixar pra lá, me acostumei a procurar, e me fazer presente, se não for pra ser completa pras pessoas que eu julgo ser reciproco, eu nem me atrevo a demonstrar sentimentos, mas com isso aprendi também que tudo precisa de dois lados, tudo tem mão e contramão, nada é um caminho único. A gente não pode se doar, se colocar, ser disposto pra quem nem sabe que a gente tá aqui. A vida é uma só pra gente valorizar quem não liga, tem tanta gente legal pra você demonstrar amor, demonstrar sentimento. Só não vale ser uma pedra, distribua empatia, carinho e por que não amor? A vida precisa disso, de gente se importando. E pra quem é recíproco, eu tô aqui com a melhor versão de mim que posso oferecer a você, eu sonho e eu tô firme e forte pra qualquer batalha. Se você faz parte desse time, me encontra de cá.

terça-feira, 13 de junho de 2017


Chega um momento na vida que queremos parecer legais. Temos medo de parecer ridículos pra quem tá perto da gente e só queremos ser as melhores pessoas de qualquer lugar que estejamos. Talvez seja por insegurança, talvez seja só por acreditar que aquele é o seu lugar ao sol. É nessas horas que acredito que o medo tem o seu papel ruim. Quando você deixa de acreditar naquilo que você é simplesmente por não parecer legal, as coisas saem do eixo. A pior decisão que se pode tomar na vida é escolher criar uma máscara por medo de alguma coisa. Ser você, do jeito estranho, do jeito irreverente, pode ser o melhor remédio pra toda a indiferença e falta de humor do mundo.

O medo é algo natural, e não se pode considerar ele ruim, se levarmos em consideração que já encaramos coisas bem ruins na vida e que esse sentimento pode nos prevenir de mais armadilhas que podem, eventualmente, aparecer. O problema é quando a gente deixa que esse medo saia de nós e tome controle de quem nós nos definimos a ser. Ele é interessante quando se tem em pequena quantidade, é como remédio que na quantidade errada se torna um veneno. O medo pode ser letal. E essa é a parte perigosa de se arriscar, de se permitir ter medo.

Ouvi várias histórias de que temer tanto as coisas que aconteciam a minha volta era bobagem, que eu perderia a minha vida com essa ansiedade boba de não conseguir chegar a lugares, de não conseguir me aguentar em determinados lugares. E sabe o que aprendi disso? As pessoas que falam isso nunca vão ter o mesmo sentimento que eu. As pessoas nunca vão saber que é bobagem se elas não conseguem sentir como eu. Outra coisa que isso me ensinou é de que tudo tem exatamente a intensidade e o significado que você dá a elas. Se temos um projeto de vida e acreditamos que aquilo é realmente a nossa vida, aquilo se torna parte do que somos, o sangue que corre na nossa veia é tudo aquilo que depositamos confiança no que somos. Os meus significados e intensidade são algo que são unicamente meus. Eu não abro mão de tudo que acredito por opiniões contrárias. Eu sei quanto de valor dou a algo ou alguém. E isso, eu sei, ninguém me tira. Acreditar que tudo pode ser melhor, acreditar que tudo tem um valor e uma intensidade própria é o meu modo de ver, e eu não me arrependo de assumir ele.

O que eu sempre quero dizer é que, tenha medo das coisas que fogem ao seu controle, tenha medo do que você não pode encostar suas mãos. Mas não tenha medo de agir, de pensar, de ser você. Esse medo é permitido excluir de todo e qualquer pensamento. Nunca tenha medo de ser quem você é, não importa que seja ridículo e muito menos que seja diferente. As coisas novas e criativas nunca foram convencionais, porque a gente tem que ser? Saia da caixa. Acredite. Essa é a melhor arma contra o medo que te prende no chão.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Caminhos e escolhas


Nem sempre as coisas vão dar certo como a gente quer. Nem sempre as coisas vão ser flores como a gente sonhou um dia que seria. Mas nem de longe isso é um motivo pra desistir, pelo contrário, é mais um motivo pra gente aprender a correr atrás daquilo que quer porque já sabemos o que não queremos. A nossa vida é uma grande vai e vem de consequências.

A gente tem que ter uma visão de onde a gente quer chegar, não precisa nem ser muita coisa, só uma ideia do que você pode ser, do que você quer ser, de como você quer ser lembrado. A nossa história percorre um caminho que muitas vezes não tá mapeado, talvez seja pra nos divertir com o caminho diferente, ou quem sabe nos confundir nas partes dolorosas. O mais importante é saber que não existe receita de bolo pra viver plenamente. Você só tem que viver. Do seu jeito. A sua maneira, a sua calmaria, ou não. Ninguém nunca vai estar na sua pele pra saber onde doi, onde o calo aperta. As suas decisões são somente suas e são elas que vão te levar pra um caminho, seje ele legal, ou não. O mais importante de tudo, acredito que é não ter medo do que vem por aí. Estar preparado é diferente de ter medo. Se prepare por não saber o que vem, mas não fique na inércia por não ter a coragem de se levantar e encarar o mundo. Tudo tem exatamente o tamanho pra caber na sua vida, na sua história. E se não tiver? É porque não foi feito pra se encaixar no seu momento.

Deixa estar, deixa ser. Deixa o tempo passar e te tocar de uma maneira que te acorde para o que você tá deixando passar, vem de dentro todo o sentimento com o qual você verá o mundo, só não tape os olhos. Cada traço de sentimento te colocou aqui e pode te colocar ainda mais longe, só se segura e segue em frente. Os seus sentimentos são você e são essenciais pra quem você é, pra quem eu sou. Somos feitos disso, de sentir, de dores e de sorrisos, ah os sorrisos! Algumas vezes as coisas vão dar erradas, você vai ficar triste e até chorar, e isso é normal. Mas segue em frente porque ainda tem muita estrada por essa mundão todo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Empatia


Uma das coisas que mais martelam na minha cabeça, todos os dias, desde quando acordo até quando vou deitar é como estamos nos importando com as pessoas a nossa volta, e mais do que isso, se realmente estamos vendo o coleguinha do nosso lado como alguém na nossa caminhada. Por um tempo eu acreditei que tinha acabado toda essa história de ser marca na vida das pessoas, de se fazer importante na história de alguém. Comecei a pensar um pouco sobre isso, sobre encontros, sobre aquela mágica de conhecer alguém que se encaixa em tudo aquilo que você precisava no momento, mesmo que não saiba, um dia você vai perceber o quanto precisava da sua pessoa.

Uma das coisas que mais me definiu quando fui pra esse caminho era a de que nenhuma pessoa entrava na sua vida se não fosse pra te deixar um sentimento ou te ensinar alguma coisa, por menor que seja o acontecimento. Você pode até não se lembrar da fulana que estudou na terceira série, mas aquele L bonito e enfeitado que você faz num convite de casamento foi ela que te ensinou. Talvez nos falte isso sabe, reparar nas pequenas coisas que as pessoas em nossa volta nos ensina. Vivemos esperando por grandes momentos, pessoas que criam músicas que tocam nas paradas do Spotify, aquele conhecido da tia da vizinha que ganhou um prêmio importante da medicina ou da engenharia. Você já deu parabéns para aquele seu amigo que conseguiu passar para a segunda fase de um vestibular? Uau, isso é grandioso.

Perdemos a essência de acreditar no porque das pessoas. Eu só espero o melhor das pessoas quando ela é indicada a um prêmio importante, ou é reconhecida pela imprensa. O melhor das pessoas acontece todos os dias, do nosso lado, quase em todos os momentos do nosso dia. Devemos acreditar que as pessoas sempre querem o seu melhor, e nem sempre o seu melhor é ser grandioso profissionalmente, ou em sua vida pessoal. O que eu aprendi é que a batalha de cada um é grandiosa, independente do que é. O que eu quero dizer é que: todo mundo é grande quando se procura viver conforme o que ama. Abraçar alguém faz de você grande, perguntar como uma pessoa está, se acordou bem, faz de você um ser humano imenso. E você aí, preocupado em dominar o mundo e se esquecendo de conquistar um abraço. Estar presente é uma das maiores dádivas do mundo. Então faz isso, se importe, se declare. Seja você na vida de alguém.

Deixe a sua marca, a sua importância, construa uma história. Sorria por aí, abrace pessoas, se importe com alguém, prestando atenção nas peculiaridades de cada um você domina algo mais importante que o mundo: a felicidade.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016


E se hoje ao acordar você ganhasse um poder de escolha diferente? Ao invés de querer ou não acordar, suas possibilidades seriam de seguir a vida com a programação normal ou reiniciar todo o seu sistema, começar do zero. Na primeira escolha, você levantaria, como faz todos os dias, e sua vida seguiria como sempre foi, os mesmos caminhos e as mesmas pessoas, mas por outro lado todas as suas memórias, boas ou ruins estariam com você. Na segunda, assim como a sua rotina, sua vida seria toda formatada e você não teria direito a nenhum backup. Só sumiria, tudo, como se você nunca tivesse vivido nada, e te fosse dada a oportunidade de reconstruir.

Não sei se feliz ou infelizmente nós não temos essa escolha, tão radical assim não, mas a gente deveria acreditar que a vida nos faz essa pergunta todos os dias. Sempre que acordamos nunca paramos e pensamos um pouco na nossa saúde mental, em como estamos levando nossas vidas e principalmente as nossas escolhas. É isso que falta pra gente perceber que essa escolha de recomeçar ou simplesmente de se arrastar tá na nossa rotina todos os dias, só é mais complicado pensar nela quando a gente resolve encarar. Imagina, por dois minutos, como seria a sua vida se você, hoje, não soubesse de nada que aprendeu ao longo dos anos, e não falo de conteúdo de escola nem nada disso, falo da vida mesmo, daquele tropeço que te ensinou mil lições, bum, num passe de mágica eu não saberia mais lidar com erros. Você se apaixonaria e não conseguiria esquecer um coração partido e nem saberia lidar com a dor que aquilo traz. Teu melhor amigo te magoou e você não sabe mais nem o que é amizade direito. Valeria a pena apagar tudo que já te aconteceu por um alívio momentâneo? Valeria a pena perder as coisas boas só pra conseguir tirar da tua vida as ruins?

Agora imagine a outra cena, você acorda e, sabendo da decisão que tomou de seguir a sua rotina, resolve seguir um caminho mais florido, dar bom dia pro tio que vende balinhas na esquina e pensar naquela pessoa que cê não fala há tanto tempo. Viu só? Uma escolha que parecia ser a certa, que era recomeçar do zero, esquecer tudo, as vezes não é a melhor. Se tem uma coisa que aprendi, e não quero esquecer tão cedo, é que nada na vida precisa ser tão radical. Não é porque eu não gosto do rosa que eu sou obrigada a amar o azul, entende? As vezes a gente só quer esconder debaixo do tapete um pouquinho aquele problema pra seguir por um caminho mais florido, isso não quer dizer que ter um aparelhinho do MIB te faria feliz nesse momento. Nem tudo precisa ser sol ou chuva, tem o nublado no meio desse caminho todo. Acredito que o que mais nos define é como lidamos com o equilíbrio. É tudo sobre o que fazemos com o nosso caminho, a gente pode acreditar que o caminho das flores é mais feliz, ou se acomodar e seguir o mesmo caminho pra sempre, mesmo que você não lembre o quanto ele te machuque. Vai de você acreditar como a vida deve ser levada, mas independente da sua escolha amanhã quando cê acordar, lembre-se sempre que: Vida que segue...

domingo, 7 de agosto de 2016

ORGANIZAR


Chega uma fase da vida em que sempre penso na palavra REORGANIZAR como palavra de ordem na vida. Queria entender o porquê das coisas acontecerem assim. Eu tô lá, feliz, sorridente e do nada vem a vontade de eliminar alguns sentimentos e mais, algumas pessoas da lista de “me faz bem”. Ah, fala sério, todo mundo tem uma lista (mental) do que te faz sorrir de canto. Talvez eu tenha ficado um pouco obcecada por isso nos últimos anos, mas é normal ter algo a se prender quando a tempestade chega, e a minha é isso.

Excesso de sentimentos, excesso de pessoas e energias negativas. É isso que tem me feito mal, que tem feito com que eu acredite que nada está dando certo. Chega uma hora em que você se sente perdida num mar de coisas que não fazem mais sentido, ou então, você só vê que isso já acontece há muito mais tempo do que você queria. Se sentir perdida talvez seja normal, ainda não me entendi quanto a esse processo, mas saber das pessoas que você quer ter na vida não deveria ser tão difícil assim.

Aprendi tão bem a palavra desapegar, mas nunca soube vivenciar isso. Nunca fui de desapegar. Não importa quão ruim tenha sido o baque que causaram na minha vida, alguns minutos depois lá tá a lerda sorrindo e dando a mão pro amiguinho. Não sei ainda o quanto de mim se vai nessa brincadeira. O quanto de confiança eu deposito e que nunca volta pra mim, essa é a quantidade que me perco em cada vez que tento reorganizar a vida. Me perco aos poucos em toda esperança que tenho de ser um pouco a pessoa que vai deixar tudo que faz mal de lado, a pessoa que vai sempre acreditar no melhor. Cada vez que eu não consigo desfazer de algo que tá me machucando eu me sinto menos protegida de mim mesma. Eu tento repetir que reorganizar não é bem assim, que eu tô indo pelo caminho certo e que tentar fazer do mundo de alguém mais colorido é uma boa coisa e que isso é que me fará feliz.

Descobri que reorganizar não tem nada a ver com abandonar, muito menos desapegar. É nada mais do que colocar as coisas em seus lugares. Dar espaço no coração pra boas energias que tão chegando e deixar armazenado lá naquele bauzinho no fundinho da mente as pessoas que já se foram e que não querem, e não fazem mais questão, de voltar um dia. Afinal, todo mundo merece um espaço na sua vida se já ocuparam algum no seu dia-a-dia. Acontece. A vida é assim, nem sempre ela é cheia de coraçõezinhos, e você nunca vai saber o que realmente aconteceu com alguém que se foi. Se dê mais chances, acredite mais nas pessoas que estão na sua vida. Reorganizar é isso, é saber quantos estão aqui. Existem pessoas que mesmo de longe te observam, dê mais abertura pra aproximações. Seja feliz com quem quer caminhar com você, mesmo que seja alguém que precise mais de você do que ao contrário. E sobre os que se foram? Continue livrando nos de todo o mal Senhor.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Dá aquele jeitinho


Eu sempre fui assim. Sempre tive esse meu jeitinho. Nunca reparei muito nele, mas sei que os caminhos que tomei e as escolhas que fiz são parte desse jeitinho que sei que tenho. As vezes tenho medo dos passos que ainda vou dar, mas ao mesmo tempo me impressiono com aqueles que já dei. Entre olhar no espelho e me achar incrível e ao mesmo tempo olhar e ver que chegar lá é tão complicado tá um espaço bem menor do que eu gostaria de acreditar.

Eu não me culparia por acordar pessimista todos os dias, as coisas não vão ser sempre tranquilas e fáceis. Os dias ruins são feitos justamente pra gente ter um pouco de folga de se cobrar daquilo que nem sempre faz parte do que a gente quer ser. Ao mesmo tempo não me vanglorio por acordar certos dias otimistas, se eu não acreditar que sou capaz de ir além, quem o fará por mim? É preciso acreditar, mas também é preciso que a gente pegue uma folga, consiga respirar, pegar um ar e um fôlego novo pra que os dias complicados cheguem mais amenos. A tempestade deve ser calmaria e não bagunçar as estruturas do que acreditamos.

Não é errado querer um dia de preguiça, querer um dia cheio de amigos em volta. Errado é acreditar que tudo não passa de ilusão, que não temos direito a alegria quando coisas ruins acontecem. Se não tivermos direito de levantar aquela vela no meio da escuridão que nos cerca, nunca poderemos ver a porta no final do caos. Nunca poderemos sair disso se não acreditarmos que um dia vamos além. É necessário ser luz quando não se há saída, porque sempre, mesmo que não vejamos, há uma saída. Temos o direito de fazermos e ser quem quisermos na hora que queremos. A vida é assim, ela vai nos derrubar e as vezes nos torturar, mas fala sério, quem falou que seria fácil? Quem disse que seria algodão doce, sorrisos e unicórnios? Não há sorriso verdadeiro sem conquista. E se a vida nos derrubar e quisermos ficar lá no chão vamos ficar, a escolha é toda sua. Eu, daquele meu jeitinho, prefiro levantar, tirar a poeira do corpo e pé na estrada. O meu famoso jeitinho é esse, eu não me importo quantas vezes eu não vou ser quem eu sempre quis, contanto que eu seja alguém disposta a viver, nada mais me importa, muito menos quantas vezes eu precise correr atrás de algo ou alguém me muito me valha. O meu jeitinho é esse. Sem sustos, sem chantagens. Fica só quem realmente quer, pra quem quiser ir, siga um bom caminho e faça boa viagem. Tô aqui, e sempre estarei, pra quem realmente se importa.