Thaís Teodoro

Seja bem vindo ao meu blog! Escrever é parte da história, é ser quem você é.

domingo, 6 de maio de 2018

Seja a sua história


A vida é feita de histórias, umas divertidas, outras parecem um conto de terror de tão bizarras, mas a vida é construída de várias delas. Você pode escolher ser um vilão cheio de planos malignos, mas em uma outra hora já pode ser um herói cheio de ideais. A parte interessante é que a vida só tem o rumo que a gente dá a ela. Ela não se evolui e nem retrocede sozinha. Todos nós somos parte, e uma parte bem decisiva, de como a vida se dá, e o que ela vira.

No decorrer da nossa história, conhecemos várias outras, elas cruzam nosso caminho de forma aleatória, ou nós procuramos aquelas que mais se encaixam com o rumo que queremos pra nossa. Somos partes ativa, somos escritores do que acontece conosco. E tudo, absolutamente tudo, o que acontece conosco é parte do que plantamos esperando colher. Já conheci gente com histórias engraçadas, outras histórias que não faziam o menor sentido, mas ainda assim eram histórias e que faziam pessoas serem quem elas são. Teve aquela pessoa que confiou demais e acabou sem nada, nem amizades. Teve aquela que tinha mais do que um pé atrás, e acabou do mesmo jeito, por não confiar. Nem sempre as nossas escolhas são certas, nem sempre a gente toma o melhor rumo, mas o importante é que a gente tem um rumo, um objetivo, um norte.

Algumas vezes me peguei pensando em como vejo as pessoas, em como as outras se veem, e o que isso muda na forma como avaliamos, como convivemos com quem precisa. Nossos olhos veem as histórias que a nossa cabeça consegue interpretar, nem sempre elas são reais, os contos de fadas são lindos, mas não acontecem todos os dias. Eles acontecem, é claro, mas também existem coisas bizarras. O mundo é construído de visões diferentes, de gente diferente.

É tão fácil tropeçar, é tão fácil só ver erros, que a gente esquece que a nossa história tem acertos legais, tem histórias que se juntam e que formam coisas inacreditáveis. Vez ou outra alguém vai nos machucar, nem todo mundo escreve como a gente, nem todo mundo sente o que eu sinto, o que eu penso nunca é universal e isso escreve rumos diferentes. O que eu to aprendendo com tudo isso? Eu aprendi que nem sempre vou ver coisas bonitos nos outros, mas eu me olho no espelho e com toda certeza vejo uma coisa bonita, uma coisa que ninguém vai estragar, mesmo que queira muito, porque a minha história eu já comecei a escrever, mesmo que tortinha, ela tá no rumo que eu queria, e as histórias interessantes que eu vi, estão de alguma forma no meio da minha. E ah, que história linda eu to construindo, e nela eu posso errar, eu posso me magoar e posso ter rancor, mas como eu lido com isso, é que faz com que eu escreva a minha história da melhor maneira possível.

Hoje eu só queria que vocês pudessem se ver com os mesmos olhos que me enxergo. Espero que cada um se olhe no espelho e veja a trajetória incrível até aqui. Se permita magoar, se permita sofrer também, porque não? Somos histórias, e elas podem ter o drama e a ação que nós permitimos. Só precisamos continuar a escrever e dar um rumo pra tudo isso.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Não seja menos que incrível


Algumas vezes a gente vai passar por períodos difíceis, vão ter épocas em que vamos achar que não aguentamos tudo isso, mas aí descobrimos que dentro de nós mora uma força que preenche todo o nosso corpo e nos mostra que o combustível pra sobreviver a qualquer tempestade é saber a hora de recomeçar.

Nem sempre a vida vai andar do jeito que fizemos planos, de como sonhamos há anos atrás, e isso não tem que ser uma coisa ruim. Chega um momento em que você tem que se permitir sentir pra se libertar, e alguns sentimentos precisam ir embora pra que a gente possa se sentir completo outra vez, e isso não é nenhuma vergonha.

Acreditamos nas pessoas, e infelizmente, acreditamos nas pessoas que elas dizem ser, e acreditamos também que elas são exatamente como nós, e é aí que mora a decepção. Chega um ponto em que a gente aprende que não existe alguém como nós mesmos, que a gente não vai achar por aí, em qualquer lugar, alguém com a mesma intensidade que eu e com a mesma vontade de fazer coisas incríveis acontecer como você. Não é errado chorar sobre alguém que não te amou, que não te levou da mesma forma que você o fez, mas você deve se lembrar que isso também passa e que a dor que hoje a gente sente não vai durar o resto da vida, e a melhor parte é que você conseguindo se desprender de tudo isso, as coisas vão se apagando sozinha e talvez você nunca mais sofra a respeito disso, porque simplesmente passou.

O seu coração segue a frequência que você dá pra ele, e a sua mente o segue nas batidas, por isso chegou a hora de deixar as coisas ruins pra trás e seguir o seu caminho de luz. Hoje é um dia especial pra se esquecer o passado, abrir aquela mala velha e esquecer cada pedaço da tristeza, que já passou, por lá. Chegou a hora de se abrir pra coisas boas e ruins, mas que são novas e que estão por vir. Só peço a você que, assim como eu, se liberte hoje de pensamentos que não te fazem a pessoa que é, esqueça por alguns minutos quem te faz achar que você é menos do que realmente é. Imagine a leveza de tirar pessoas tóxicas da sua vida, e pense, somente nesse instante, o quanto vale destinar tanto tempo e sofrimento a quem pouco se importa.

Faça um exercício, quando limpar a sua mente, se olhe no espelho e diga o quanto você é incrível. Hoje é o seu, o meu, o nosso dia de recomeçar, e ninguém que sinta menos que amor e que tenha bons sentimentos vai estragar essa pessoa que eu vejo. Não deixe ninguém desacreditar da sua caminhada. Coloque um ponto final na história que te machuca. Se não está por você, com você, deixar ir é a melhor escolha. E a quem resolva ficar, é bom se revestir de bons pensamentos, porque aqui o mal não permanece, nem mais um segundo.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Que venha o novo


Chegou a famosa hora do recomeço. Novas histórias já batem a porta e a vontade de fazer tudo diferente faz com que a ilusão de reorganização preencha nossa vida. Parece que a necessidade de se renovar por inteiro a cada ciclo que passa faz com que as nossas memórias não sejam tão valorizadas, e parece também que não temos histórias boas do que passou.

Pra mim, o último ciclo trouxe novos jeitos de encarar a vida, novas experiências e descobertas. E isso não parece tão ruim quando a gente vê tudo como um grande aprendizado. Numa dessas voltas que o mundo dá, ele me fez perceber que nem sempre a gente precisa reorganizar prioridades e rever toda a história da vida quando o ciclo chega ao fim. A gente só precisa aprender a se despedir das coisas antes que elas tomem a nossa cabeça, e tudo o que a gente sonha pra daqui pra frente.

Sempre acreditei que ao longo do ano coisas poderiam ser deixadas de lado e que poderiam simplesmente ficar por aqui, sem percas. Hoje, depois de tudo, parece que as coisas não são bem assim, e histórias precisam seguir um curso: começo, meio e fim. Só que o fim, nem sempre precisa ser memorável. Ele só precisa acontecer na hora certa, pra que nenhum assunto te faça perder o sossego nesse recomeço.

A gente consegue aprender com os tropeços também, e descobri que ao invés de reorganizar, a palavra desse ano pode ser livramento. É que depois de tanto tempo reorganizando, talvez tenha entendido que a gente não precisa segurar todo mundo do nosso lado, as pessoas também precisam ir e isso não é ruim, ou não precisa ser tão ruim. Todo esse tempo a gente é feito de vai e volta. Alguns chegam e outros vão, mas se a gente não se desprender de verdade, alguns lugares vão estar ocupados simplesmente das nossas ilusões ou das nossas vontades, que talvez nunca aconteçam. Então, uma das coisas mais importantes é realmente saber quem você quer levar, quem é que vai fazer com que o seu novo ciclo seja, de verdade, um novo nível. Não adianta a gente insistir em barcos que já foram furados, a gente tem que largar essa mania besta de insistir em quem não quer ser insistido.

Depois de muito pressionando uma reorganização na vida, consegui enxergar que nem todo mundo quer uma nova posição, mas podem talvez querer uma nova história, uma jornada nova lá em outros lugares, que por ironia do destino, podem ser longe do nosso caminho, e não é errado pensar assim, coisas mudam, como dizem por aí: o mundo gira.

Hoje, mais uma vez, eu recomeço, não reorganizando, mas sabendo de tudo que eu deixei aqui das coisas que eu pretendo trazer e daquelas que quero que morram por aqui também. Um novo ciclo, uma nova volta, começa agora, e eu não posso ser cega e fingir que nada mudou, as coisas mudaram e elas tem uma carinha nova, que talvez seja a melhor de todas elas. Eu não preciso trazer sentimentos ruins, eles me ensinaram, mas podem ficar por aqui. De agora em diante, eu tento levar só coisas boas, porque elas é que vão fazer o meu ano ser do jeitinho que eu preciso. Seja com novas, ou até velhas histórias, elas só precisam fazer sentido. No mais, cada um com o seu tempo, as coisas vão sendo importante, ou não. Mas no fim de tudo, as coisas vão pra algum lugar, e é melhor quando esse lugar tem gente que te faz bem, só isso que eu peço: bons sentimentos, boas lembranças, bons amores e boas risadas, e porque não boas pessoas? Mas que elas fiquem e que mais do que isso, queiram ficar.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Seja o céu.


A gente sempre acha que tá se importando demais quando na verdade a gente tá fazendo isso é de menos. Parece que virou um vício demonstrar indiferença. Parece até competição de quem consegue ignorar mais, por mais tempo. As coisas parecem ter perdido um pouco o sentido sobre o se importar, o se fazer presente. É tão estranho pensar que as pessoas deveriam se importar mais e aos poucos elas vão esquecendo que isso deveria ser algo bom. Esquecer se tornou parte da rotina que a gente tem agora, e isso não é nada bom.

As coisas se tornaram totalmente efêmeras. Nada mais tem o mesmo sentido e o mesmo prazo de validade de antes. Se um sentimento não é correspondido, em cerca de dois dias ele é substituído. E o pior, não é por outro sentimento. As coisas se tornaram vazias, as trocas de gentilezas, de carinho, se tornaram algo sem importância, e o pior, se tornaram algo vazio. Nada importa mais, parece que a gente se tornou um grande barril cheio de nada.

As pessoas parecem se achar tão legais quando abrem a boca pra dizer que vive algo sem sentimento, que simplesmente sobrevive. Elas se acham legais e contam vantagens por dizer que conseguem se apegar. Vou te contar um spoiler: elas não são. E elas deviam entender que nada do que a gente tenta fazer sem sentimento, seja ele qual for, inclusive ódio, rancor, amor e simplesmente carinho, nada sem algum desses ingredientes é pleno. A gente tem que ser movido por algo, e isso não pode ser a indiferença. Você não precisa ser amigo de todo mundo, ou muito menos ser legal com qualquer um, você só precisa não ser indiferente. A vida te dá tanta oportunidade pra não ser um babaca, que você só precisa não ser um.

Os bons sentimentos estão aí, prontos pra serem a capa de uma nova história de alguém. Só ta faltando uma coisa hoje, pessoas que tenham a cara e a coragem de se vestir com seus sentimentos. De arregaçar as mangas e mostrar pro outro que as coisas não são sempre nuvens negras. Não é um relacionamento, não é trabalho. Nada pode te tirar o sorriso do rosto, ou a alegria de ser motivado por algo. O seu motivo deve ser maior, e mais forte, do que qualquer obstáculo. Você só precisa seguir, e se for pelo caminho das flores, a caminhada pode ser bem mais suave. Agora vai de você enxergar só as pedras ou colocar um pouco de cor no céu. Nem tudo é preto e branco e nem tudo é aquarela. Os dias cinzas virão, e nem por isso você vai desistir de quem é pra enfrentar essa batalha. Se lembre: é só mais uma batalha. E ainda virão muitas outras, agora quem você é, nunca vai ser só mais um. Aprenda: você é unidade. A sua raridade está em como você enxerga a vida e as pessoas, não deixe que isso seja só mais uma indiferença na sua vida.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017


Acordo de manhã. Olho no espelho e não sei nem quem é aquela doida que acordou com o cabelo desgrenhado. Talvez seja eu, ou com um pouco mais de arrumação chegue perto de quem eu sou. Aos poucos vou percebendo que ali no espelho não sou eu. Eu ainda tô desligada, sem pensar nos problemas, ou na rotina que o dia me reserva, e é por isso que ali não sou eu. O que eu vejo no espelho e não consigo reconhecer é a minha versão leve, sem pensamentos fixos ou sem uma agenda louca pra seguir, e é por isso que eu não me vejo ali.

A gente se acostuma a ter uma rotina. A levantar e fazer todas as coisas no automático, pensando nos afazeres do dia, se maquiando e pensando naquela solicitação urgente que precisa entregar. Mas será que a gente se entrega totalmente pra aquela pessoa, diferente da do espelho? Aquela do espelho que a gente acha louca, bagunçada e desgrenhada é quem a gente deveria valorizar. Aquela mente limpa, sem nenhum stress e nenhuma correria é que a gente deveria cultivar.

Aprendemos, com a própria vida, que devemos seguir um padrão. Que todo dia deve ser o mesmo, e que a moça que acorda pela manhã com nenhum pensamento de correria não deve ser levada a sério, afinal, quem é que consegue não pensar em nada? As vezes a gente só precisa disso, de limpar a mente e se concentrar em nada mais, nada menos, do que nós mesmos.

Dando mais uma olhada no espelho, naquela figura parada, me olhando com olhos castanhos, eu percebo mais algumas coisas. Percebi, inicialmente, que a gente tem medo de fugir do comum. Que nós nos destinamos a ser um padrão, e que não nos damos conta que a beleza tá justamente no caminha contra mão. Consegui reconhecer ali, sentada, me encarando mais uma vez, que ninguém precisa ser igual ao outro. Que nem todo mundo é da Grifinória, ainda existem Sonserina, Lufa-Lufa, Corvinal... O que eu quero dizer aqui é que: a gente não precisa ser ninguém, a gente só precisa ser a gente mesmo.

Faz o seguinte, acorda a manhã com outro astral. Eu te faço uma proposta: Acorde sem pensar no que te irritou, no que ainda pode te irritar durante o dia, só acorde e se olhe no espelho por 10 minutos. Tenta encontrar aquela pessoa que você é por essência. Tenta se encontrar no meio da rotina louca que você se perdeu. Entenda a sua singularidade. Entenda o porque você é especial, porque isso é uma certeza: você É ESPECIAL. Muitas vezes a gente não se toca do valor que tem, as pessoas precisam dizer pra que a gente se sinta seguro, amado. Mas no final da história, quantas vezes é que você se olhou e disse o quanto é bonita, o quanto é inteligente e o quanto conseguiu superar.

As nossas histórias são diferentes. Hoje eu consegui superar um pequeno obstáculo de me sentir obsoleta. O seu obstáculo é diferente, mas isso não faz com que ele seja maior ou menor que o meu. O que a gente faz com a dificuldade é que nos torna grandes ou pequenos. E entender quem você é e aonde você quer ir é que faz com que a nossa singularidade seja a nossa identidade. Se proponha a ser diferente, se proponha a trazer coisas boas pro seu mundo, larga a negatividade e se entregue pro sorriso que a vida te dá logo cedinho. Se aceite, se entenda. Você é assim, especial. Você só é. Só basta entender isso por aí.

terça-feira, 8 de agosto de 2017


Sempre fui a favor da reciprocidade, sempre achei que a gente tinha que viver somente com as pessoas que nos faziam bem, que demonstravam sentimentos. Mas aos poucos a gente vai descobrindo que as coisas nem sempre são assim. Pessoas se afastam e não deixam de sentir, pessoas estão próximas e nem sempre sentem. É engraçado quando a gente descobre que nada é tão fácil, tão colorido e que não existe um conto de fadas perfeito. As coisas podem dar errado, e até vão, mas quem define quem fica e quem vai é sempre a gente, talvez não pelo motivo certo, mas a gente deixa pessoas irem e pessoas ficarem.

Em contrapartida da minha reciprocidade, sempre fui apegada, a coisas, a pessoas e infelizmente a sentimentos. Isso faz com que eu veja emoção em tudo o que vivo, em coisas as vezes que não transbordam como eu, e as vezes em coisas que são mais intensas do que posso conviver. Algumas vezes tem gente do seu lado que vai te decepcionar, e um dia você vai ter que entender isso. E se você for como eu, vai ter que deixar essa pessoa partir, uma hora ou outra.

Em toda essa caminhada de idas e voltas, de gente que se foi e de gente que ficou, eu aprendi muita coisa... Algumas eu não consegui absorver, ou colocar em prática, outras já são parte da minha rotina, do que penso sempre. Eu nunca vou desistir das pessoas, não é da minha natureza deixar pra lá, me acostumei a procurar, e me fazer presente, se não for pra ser completa pras pessoas que eu julgo ser reciproco, eu nem me atrevo a demonstrar sentimentos, mas com isso aprendi também que tudo precisa de dois lados, tudo tem mão e contramão, nada é um caminho único. A gente não pode se doar, se colocar, ser disposto pra quem nem sabe que a gente tá aqui. A vida é uma só pra gente valorizar quem não liga, tem tanta gente legal pra você demonstrar amor, demonstrar sentimento. Só não vale ser uma pedra, distribua empatia, carinho e por que não amor? A vida precisa disso, de gente se importando. E pra quem é recíproco, eu tô aqui com a melhor versão de mim que posso oferecer a você, eu sonho e eu tô firme e forte pra qualquer batalha. Se você faz parte desse time, me encontra de cá.

terça-feira, 13 de junho de 2017


Chega um momento na vida que queremos parecer legais. Temos medo de parecer ridículos pra quem tá perto da gente e só queremos ser as melhores pessoas de qualquer lugar que estejamos. Talvez seja por insegurança, talvez seja só por acreditar que aquele é o seu lugar ao sol. É nessas horas que acredito que o medo tem o seu papel ruim. Quando você deixa de acreditar naquilo que você é simplesmente por não parecer legal, as coisas saem do eixo. A pior decisão que se pode tomar na vida é escolher criar uma máscara por medo de alguma coisa. Ser você, do jeito estranho, do jeito irreverente, pode ser o melhor remédio pra toda a indiferença e falta de humor do mundo.

O medo é algo natural, e não se pode considerar ele ruim, se levarmos em consideração que já encaramos coisas bem ruins na vida e que esse sentimento pode nos prevenir de mais armadilhas que podem, eventualmente, aparecer. O problema é quando a gente deixa que esse medo saia de nós e tome controle de quem nós nos definimos a ser. Ele é interessante quando se tem em pequena quantidade, é como remédio que na quantidade errada se torna um veneno. O medo pode ser letal. E essa é a parte perigosa de se arriscar, de se permitir ter medo.

Ouvi várias histórias de que temer tanto as coisas que aconteciam a minha volta era bobagem, que eu perderia a minha vida com essa ansiedade boba de não conseguir chegar a lugares, de não conseguir me aguentar em determinados lugares. E sabe o que aprendi disso? As pessoas que falam isso nunca vão ter o mesmo sentimento que eu. As pessoas nunca vão saber que é bobagem se elas não conseguem sentir como eu. Outra coisa que isso me ensinou é de que tudo tem exatamente a intensidade e o significado que você dá a elas. Se temos um projeto de vida e acreditamos que aquilo é realmente a nossa vida, aquilo se torna parte do que somos, o sangue que corre na nossa veia é tudo aquilo que depositamos confiança no que somos. Os meus significados e intensidade são algo que são unicamente meus. Eu não abro mão de tudo que acredito por opiniões contrárias. Eu sei quanto de valor dou a algo ou alguém. E isso, eu sei, ninguém me tira. Acreditar que tudo pode ser melhor, acreditar que tudo tem um valor e uma intensidade própria é o meu modo de ver, e eu não me arrependo de assumir ele.

O que eu sempre quero dizer é que, tenha medo das coisas que fogem ao seu controle, tenha medo do que você não pode encostar suas mãos. Mas não tenha medo de agir, de pensar, de ser você. Esse medo é permitido excluir de todo e qualquer pensamento. Nunca tenha medo de ser quem você é, não importa que seja ridículo e muito menos que seja diferente. As coisas novas e criativas nunca foram convencionais, porque a gente tem que ser? Saia da caixa. Acredite. Essa é a melhor arma contra o medo que te prende no chão.